Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Gravura e Impressão
Com o avanço tecnológico durante os séculos XV e XVI a caligrafia vai sendo substituída e a influência nas formas começa a ser ditada pela técnica de impressão de Gutemberg.
No esquema a seguir podemos notar as diferenças quanto à forma segundo o instrumento utilizado na impressão.

No primeiro exemplo temos a impressão tipográfica em relevo. Algumas limitações de forma existiam devido ao fato destas serem fundidas em aço.
“Desse período (...) herdamos as escritas elzevirianas, robustas e claramente desenhadas, que se tornaram um modelo para escritas mais usadas atualmente.” (Frutiger, 1997, p.138)

No século XVIII a calcografia, também conhecida como talho-doce, favoreceu um novo estilo da escrita. A técnica de se entalhar os caracteres no metal determinou mudanças significativas no desenho da forma. Com essa nova possibilidade, os artesãos puderam desenhar hastes e serifas muito finas, criando contrastes de traço notáveis. Os tipos Bodoni, Didot, Waldbaum seguem essa linha e foram favorecidos também por avanços quanto à qualidade do papel e da tinta utilizados na impressão dos caracteres.

Uma terceira técnica de impressão revoluciona ainda mais as questões formais da tipografia no fim do século XVIII. A litografia, impressão em superfície plana, que permitiu uma liberdade jamais antes obtida, pelo fato desta permitir que o artesão desenhasse com pincel, pena, régua e até mesmo a mão livre na superfície polida da placa de calcário. As tipografias nouveau e toda sua sinuosidade na forma, por exemplo, só foram possíveis diante desse avanço tecnológico. Desde meados do século 20, a maior parte dos impressos comerciais tem sido feita por meios bidimensionais, como é o caso da impressão offset.
referência bibliográfica: FRUTIGER, Adrian. Sinais e Símbolos: Desenho, Projeto e Significado. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
HORCADES, Carlos M. A Evolução da Escrita: História Ilustrada. Rio de Janeiro: SENAC Rio, 2004.
Domingo, Fevereiro 24, 2008
O ESTILO E A TIPOGRAFIA – Reflexões sobre a Evolução da Forma Tipográfica
"Um dos princípios da tipografia durável é, sempre, a legibilidade. Mas há um outro. Trata-se de um interesse, merecido ou não, que doa sua energia vital à pagina. Ele assume várias formas e recebe diversos nomes, incluindo serenidade, vitalidade, riso, graça e alegria." (BRINGHURST, 1992, p.23)
Quando nos referimos à tipografia, isto é, a reprodução de uma família de tipos, a partir de uma matriz de impressão de caracteres pré-moldados, não podemos deixar de considerar a sua evolução estética e formal, e as razões que levaram a essas mudanças ao longo da história.
A FORMA COMO REFLEXO DA FERRAMENTA
A Caligrafia
Podemos reconhecer na caligrafia aspectos formais que influenciaram o desenho dos tipos, e constatamos que o instrumento de escrita em conjunto ao material de suporte - como o papiro ou pergaminho - determinou a “estética” de cada escrita.
Segundo Frutiger (1997, p. 134)
“os vários estilos de escrita são reconhecidos com mais facilidade quando associados às posições da pena.” Analisando o esquema abaixo podemos observar como o traço e seus contrastes podem ser moldados pela angulação da pena.
Posição Horizontal da Pena
A antiga caligrafia romana tinha sua forma determinada pelo posicionamento horizontal da pena, o que conferia a mesma uma estrutura espaçosa, e um alto contraste entre os fios, onde as verticais incorporavam a extensão máxima da pena, e as horizontais – linhas de conexão e serifas – a extensão mínima da mesma. As antigas escritas unciais também resultam desse posicionamento de pena, suas formas arredondadas junto ao aparecimento das ascendentes e descendentes já sugerem a forma das minúsculas.
Posição Inclinada da Pena
Segundo as análises de Frutiger
“Uma das posições mais cômodas para a mão que escreve é a de aproximadamente 20˚, que também conduziu a forma escrita mais usual.” (1997, p.135). No esquema central do quadro podemos observar as capitulares romanas semicursivas. Suas proporções de espessura são consideradas “normais” pelo olho humano. A vertical é mais espessa que a horizontal, os traços ascendentes são finos, e os descendentes representam toda a largura da pena. Essa forma se mantém até hoje como norma na impressão dos tipos A, K, V, W etc.
Quanto à minúscula carolíngia podemos destacar como particularidade um desenho mais estreito, em função dessa inclinação da pena.
Com o Renascimento, os humanistas se baseiam nas capitulares romanas e nas minúsculas carolíngias para a criação da forma humanística, devido ao posicionamento “natural” da pena. Essas formas seguem até os dias atuais com suas configurações originais.
Posição Íngreme da Pena
Esse tipo de posicionamento íngreme da pena aparece no final de duas épocas culturais importantes, quando a capitular se transforma em rústica no fim do Império Romano (primeiro exemplo) e na transição para a minúscula gótica durante a Idade Média.
No primeiro exemplo essa inclinação favorece extremidades espessas e pontuadas, dando um efeito de forma decorada, favorecendo a ornamentação e não a legibilidade. No segundo exemplo temos as extremidades superiores e inferiores bastante realçadas, conferindo uma textura de grande apelo visual a página.
referência bibliográfica: FRUTIGER, Adrian. Sinais e Símbolos: Desenho, Projeto e Significado. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
BRINGHURST, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico (versão 3.0). São Paulo: Cosac Naify, 2005.
Quinta-feira, Novembro 15, 2007
Have you got any soul?
“- Você tem soul*? – pergunta uma mulher na tarde seguinte. Isso depende, eu tenho vontade de dizer; alguns dias sim, alguns dias não. Poucos dias atrás eu estava sem; agora tenho muita, demasiada, além da conta.” Essa é uma boa síntese, por Nick Hornby (1995) em seu romance Alta Fidelidade, de que nossos sentimentos não são estáveis, mas passageiros como as músicas que ouvimos no rádio. E os famosos Top 5's de Rob Fleming, personagem central do romance, são uma maneira interessante de se organizar toda essa diversidade de sensações experimentadas em nosso cotidiano.
Acredite, essa é uma tentativa de descrição objetiva do meu projeto de graduação, que responde por: Música no Olhar (ou MNO se quisermos simplificar). Mas por qual razão estariam Rob Fleming e os seus Top 5’s em uma dissertação de projeto de design gráfico? Eis que a inspiração desse ensaio veio justamente de uma faceta que dificilmente conseguiríamos excluir de nossas vidas: a música. Neste projeto abordaremos tipografia, design contemporâneo e cultura pop, afinando cada um desses instrumentos a fim de uma melodia gráfica inquietante.
O projeto propõe exercícios criativos a partir de cartazes tipográficos inspirados em músicas. O primeiro top 5 foi nomeado “songs that saved my life” **, canções que marcaram a cultura musical da autora de forma significativa, que acabaram dando partida a um projeto enriquecedor, no que compete ao exercício da linguagem contemporânea do design gráfico e as descobertas referentes a este ao longo dos experimentos.
A pesquisa que teremos publicada neste espaço gira em torno de aspectos históricos da arte e do design gráfico, nos quais percebemos abordagens experimentais no campo da tipografia; da relação da música com a sua época; da linguagem contemporânea do design gráfico e sua maneira não redundante e nada imediata de comunicar.
Os exercícios propõem a experimentação tipográfica, exarcebando sua forma, sua beleza quanto objeto, deixando a sua alma, o texto que reproduz, ter um impacto muito mais visual que literário. Existe a intenção neste projeto de que cada um encontre em seus Top 5's o seu método pessoal de criação, onde poderemos experimentar as mais diversas linguagens visuais, diversos suportes e materiais, buscando sempre as melhores escolhas a fim de um resultado de carga conceitual e plástica convincentes ao representarmos algo tão subjetivo quanto a música. Se pensarmos bem, é um exercício benéfico até em aspectos bastante atuais do design e da comunicação, onde cada vez mais existe uma preocupação em alcançar e decodificar o subjetivo do consumidor e embutir esses valores nos produtos.
É fascinante o resultado desse estudo e o que cada um poderá desenvolver e interpretar a partir de uma canção, a diversidade de signos que uma cultura de determinada época, país, movimentos musicais, poderão adicionar a uma composição. Lembrando sempre do desafio de nos tornarmos menos redundantes e adotarmos uma postura mais contemporânea à la Petter Saville. Penso que uma boa dose de enigmas visuais podem adicionar boas reflexões e resultar em uma diversão desafiadora ao expectador!
Vamos lá! Aperte o play e aumente o som!
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* Soul – o trocadilho é melhor percebido na língua inglesa, onde a palavra representa, ao mesmo tempo, o estilo musical soul e alma, "princípio vital nos humanos creditado com as faculdades de pensamento, ação e emoção concebido de maneira não material".
** O nome faz referência ao livro intitulado “Songs That Saved Your Life” de Simmon Goddard, que é considerada a enciclopédia britânica das canções da banda inglesa The Smiths.
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
Tem pessoas que parecem nascer pré-destinadas ao sucesso. Foi bastante inspirador assistir a palestra desse cara aí. Um bom exemplo de apropriação e design.
Assim como eu, que fiquei impressionada e estou aqui fazendo uma propaganda gratuita pro cara, muitas outras pessoas o fizeram desde o nascimento dessa marca há 10 anos atrás.
Deixa-me explicar resumidamente....Com a queda do muro de Berlim em 95 os alemães estavam em uma tentativa de padronizar a linguagem visual da cidade, a arquitetura, etc... Quando era para se decidir entre qual estilo permaneceria, o ocidente sempre levava a melhor, por ser o lado mais próspero, o 'que deu certo', e o que tinha o poder do capital. Quando chegaram no momento de decidir sobre os semáforos da cidade (nome da marca amplemann = homenzinho do sinal) eles achavam o desenho da Berlim oriental mais simpático e menos rígido que o do ocidental, mas ainda assim foi o semáforo do ocidente que permaneceu.
O Mr Heckhausen, ainda estudante nessa época, foi recolher todos esses semáforos que foram arrancados da Berlim oriental e começou a criar com estes uma espécie de lanterna e vender pelas ruas. A mídia ficou interessada pela mensagem embutida naquele produto e começou a noticiar. As lanternas viraram uma marca “Ampelmann”, que traduzia um sentimento de nostalgia e fazia uma homenagem simbólica ao povo da Berlim oriental, que se via nesse período numa espécie de vazio, com a perda de contato com tudo aquilo que representava visualmente seu antigo lar tinham a auto-estima prejudicada, eram vistos como 'o lado que havia fracassado' e aquele simpático homenzinho, símbolo do semáforo, lhes passava uma espécie de reconhecimento.
Resumindo.... Mr Heckhausen criou uma marca forte, hoje tem uma mega rede de lojas com produtos de moda básica, algo equivalente aos produtos da Hering ou Havaianas aqui no Brasil, que todo turista quer levar como lembrança, sendo este produto carregado de significado para o povo alemão. A imprensa do mundo todo já noticiou o produto pela curiosidade de ter nascido com algo que morreria com os escombros da antiga Berlim oriental. Ele fez questão de gerar empregos nessa região implantando suas fábricas e lojas nessa região de Berlim ajudando o desenvolvimento local.
Muito da palestra me fez recordar o filme 'Adeus, Lênin' e me fez pensar que jamais devemos menosprezar uma idéia, por mais despretensiosa que ela possa parecer à primeira vista.
Infos: Markus Heckhausen - Ampelmannschen
Doces que Markus distribui aos seus clientes
em suas lojas. Feito que repetiu em sua palestra,
no SENAC Copacabana em 30 de novembro de 2007.
O sabor agradável de uma boa idéia.
Segunda-feira, Outubro 29, 2007
O espaço virtual Ask for Answers a partir de hoje se torna um braço do que foi o meu projeto de graduação: "Música no Olhar" e que hoje se transformou em um projeto pessoal. Este é um caminho que favorecerá a continuidade de uma pesquisa, e a experimentação tipográfica decorrente desta. Além disso, esse espaço terá como maior objetivo a troca de experiências, onde pessoas de diversos pontos de vista e diferentes graus de experiência poderão opinar, o que considero enriquecedor a qualquer projeto de design.
Nesse endereço haverá a exposição de textos que fizeram parte do meu relatório final de graduação, onde a temática tipografia e design pós-moderno se vêem sob uma ótica musicada embrenhada à cultura pop, tão intrínseca em nossas vidas cotidianas. Da mesma forma que a música pop a tipografia está sempre ali, quase que imperceptível aos olhos, mas ocupando um espaço de extrema importância no que compete a nossa percepção e interpretação das mensagens.
O cotidiano e aquele olhar destraído que passamos por ele acabou tomando maior consistência quando percebi que não haveria melhor temática para exercício das minhas experimentações tipográficas, se não uma paixão que me acompanhasse diariamente. Foi assim que decidi pela música, aquela grande companheira, que em forma de trilha sonora vem a ilustrar os instantes, mais ou menos memoráveis, dos nossos dias.
A música vem sendo a inspiração e o argumento dos exercícios propostos nesse projeto, onde há uma busca pela interpretação de significados de uma determinada canção (de forma histórica e pessoal) unindo a expressão de um caráter não redundante e por vezes até confuso a primeira vista, como num jogo de espelhos, ainda tão pouco explorado, decorrente da linguagem pós-moderna do design e da tipografia.
Espero que os exercícios tipo-musicados venham a despertar outros adeptos e que os textos aqui publicados venham a ser de alguma forma proveitoso aos visitantes desse espaço. É muito bem vinda a troca de idéias, opiniões construtivas e desconstrutivas, links a fins, sintam-se à vontade! Que seja duradoura essa troca de olhares tão enriquecidos pela nossa diversidade cultural!
Sds,
Nanda Dias.
Quarta-feira, Março 09, 2005
A piada que está rolando no grupo de discussão da Design Gráfico sobre a Marca Brasil
O povo não perdoa!
Decifrando o "CÓDIGO DA VINTE.. mil reais num logo"
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As verdade por trás da "verdade", por trás do brasileiro
Sinuosidade: Instabilidade do governo, da moeda, da política, da economia, da polícia...
Intersecção de formas: Todo mundo se mete na vida de todo mundo, ou se mete a fazer o que não sabe.
Multi-coloração: País sem identidade, que não olha para o próprio umbigo.
Multi-coloração 2: País volúvel, influenciável, baba-ovo das potências de primeiro mundo.
Tipologia: A default do CorelDRAW ou Ilustrator (acreditem, tem gente que troca a AvantGard por Arial).
Cor das letras: O Brasileiro, branco, pasmo, atônito em meio a tanta zona, bagunça, lambança e corrupção.
Composição: Algo asqueroso, melado, nojento... como um chiclete pisado. Várias tentativas de tomar uma forma definitiva, mas em vão. Um país que fala muito e não diz nada. Que quer ser tudo, e não consegue ser nada!
Composição 2: Logo do MSN + Logo do Hopi Hari + o Geléia do Caça Fantasmas + Barbapapa + a malinha do Gato Félix, que se transforma em qualquer coisa + um ovo frito com pimenta e ervas finas + qualquer coisa que você imaginar, afinal, isso não se parece com nada mesmo.
ARGH...!!!!!
"O associado Kiko Farkas foi o vencedor da concorrência da Embratur para a criação da Marca Brasil, que será utilizada pelo governo para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior. O símbolo foi apresentado este mês a empresários na Fiesp pelos ministros Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Walfrido Mares Guia (Turismo), e pelo presidente da Embratur, Eduardo Sanovicz. Segundo os ministros, empresas deverão adotar a Marca Brasil nas suas embalagens através de licenciamento, evitando assim que produtos de baixa qualidade prejudiquem a imagem do Brasil no exterior. "Ela é fundamental, porque dá forma, cor e visibilidade a um conjunto de sentimentos que nós sempre tivemos no país. O Brasil é um país cheio de curvas e formas, colorido, com uma cultura exuberante e um povo maravilhoso".Leia o texto completo em www.adg.org.br"
¬ merchants of soul ¬ SPOON
Quarta-feira, Junho 23, 2004
Eu AMO estar de férias!
Embora esse início de boa vida esteja bastante movimentado, eu estou de férias! :]
Só essa semana 4 aniversários, não necessariamente todos com festas, mas eu farei o possível para estar com todos os 4! Ouviu Sofia?!
Estou animada para trabalhar no BDesign, espero que me chamem! Seria ótimo ficar lá convivendo com um monte de estudantes de design e ver de perto os que já são profissionais, aquele pessoal bacana dando suas palestras e ainda mais: ganhar um curso ou workshop! (Torcendo para ficar no curso do André Villas Boas!)
Comecei a ler "On the Road" e imediatamente lembrei do Nelson e suas aulas chocantes e maravilhosas! Saudades dele tb!
Semana de fim de temporada das séries que eu mais gosto!
Eu não acredito até agora que Friends vai acabar mesmo!
Enfim...é maravilhosa essa vida de poder ver tv, ler os livros que eu quero, pensar em ir ao cinema a qualquer hora, dormir, ver Jô Soares e gravar cd's e ouvir novidades todo dia!
Ah! Podem me invejar!
¬ changes are no good ¬ THE STILLS
Terça-feira, Junho 08, 2004
Novidade: falta de tempo pra atualizar!
Então serei breve citando apenas duas coisinhas:
1) O grande mistério: Pq Morrissey sempre me faz concordar com tudo o que ele diz?
Trecho de entrevista que saiu esse mês em uma revista francesa.
"When do you miss England?
I would like to walk, like when I was in Manchester or London, but it¿s a suspect thing to do in LA. People are not supposed to meet in the streets. I miss pubs, supermarkets, even the bread: it¿s quite tough to get vegetarian meals that I love so much. Thank God, I live near a bookshop, Book Soup, where I can smell that nice smell of culture. Except that, I don¿t go out really. I don¿t know my neighbours (Johnny Depp, for example¿) I cannot get into small talk about the rain and sunny weather. Things have not changed: I always felt alone, isolated. I even feel more that way at 44 than when I was 20 or 30. I learned to take care of me, to appreciate my own company. I have understood that there are not so much interesting people outside, so I prefer to stay home, with myself (laughs)¿ I¿m my best friend. I go to bed with me, I wake up with me, me and myself will never divorce and we have good times. I¿m lucky."
*suspiros*
2) Cada vez que eu saio de uma aula que envolva o assunto história da arte eu penso que se um dia eu tiver que dar aula será...adivinha?
Fico impressionada com a minha facilidade de absorver tudo aquilo e não esquecer na semana seguinte como a maioria das coisas que entram na minha cabecinha!
That's it!!
Alguém tem alguma dúvida sobre o Expressionismo Abstrato, Campo Expandido na arte ou neo-dadaísmo?
*rs*
é melhor eu ir embora antes que isso fique patético demais!
¬ ruderless ¬ LEMONHEADS
Paradiso kills!
Sábado eu chutei o balde e mandei minha falta de dinheiro, meus trabalhos a fazer e minha falta de discernimento pro inferno e fui pra Paradiso!
Eu me acabei com tanta música boa numa noite só, pena que quando tocou a nova do morrissey eu estava meio passando mal (mas isso é outra estória...).
Senti falta de umas pessoas que poderiam estar lá mas tive que me divertir sem elas.
O pessoal que foi não me deixou perder tempo com pensamentos ruins! Thks aos meus queridos! Adorei rever todos! :]
Estava precisando de uma festa como essa! Mas ao mesmo tempo não mereci algumas consequencias pouco notáveis porém extremamente incomodas.
E adivinha?
Tocou New Pornographers!
lá lá lá!
Quinta-feira, Maio 20, 2004
Eu estou adorando esse frio mas a chuva na barra da tijuca pode ser cruel!
A aula de foto foi super legal hoje!
Aprendemos a revelar filme, e é muito mais complicado do que eu imaginei! Mas no final deu tudo certo!
Estou com saudades do meu namorado e do cd do new pornographers que ele levou de mim!
¬ loose translation ¬ NEW PORNOGRAPHERS
Sexta-feira, Maio 14, 2004
Hoje vou para São Paulo pela primeira vez na vida!
Espero conseguir ver o máximo de coisas no tempo pequeno que passarei por lá!
Papai do céu me proteja dos perigos e das tentações de compra!
E espero que a ADG prepare algo muito bom para me receber por lá!
ha ha ha haaa!!!
^_^
Sinais de bom humor em meio ao sentimento de culpa, típico de minha pessoa!
¬ take me out ¬ FRANZ FERDINAND
Quinta-feira, Abril 29, 2004
blá, blá, blá....zzzzz....
Essa semana tem sido agitada, e eu adoro isso!
Estou muito animada com a bienal de design gráfico, minha primeira! E tb é a minha primeira visita a Sampa! ^_^ Vamos ver a exposição do Picasso tb! o_O
Estou animada também com a organização da excursão pro Ndesign, meu nome apareceu até no informativo de desenho industrial como "a organizadora"! Espero que tudo dê certo!
Lamento perder o show do Lemonheads, mas não se pode ter tudo o que quer. Infelizmente!
E ao povo que vai pra curitiba: DIVIRTAM-SE MUITO POR MIM!!
Meu dia hoje foi terrível mas estou feliz pq agora ele já está quase acabando....
Mas não vou contar a estorinha não pq quero mimir logo!
¬ confetti ¬ LEMONHEADS
Terça-feira, Abril 27, 2004
what she said (vol. 1000..0000)
O que fazer quando se chega às 7 da manhã na faculdade, e recebe a notícia de que não terá aula?
E ainda mais cruel foi ontem eu ter dito:
"acho que só vou assistir a aula de 9:40h" e um amigo maldito meu me convenceu a vir cedo porque o professor maldito ia explicar o trabalho! E pergunta se eles estão aqui?
Arrgh!! `L´
Eu preciso decididamente ouvir mais a minha intuição!!
O problema é que eu nunca sei se é intuição ou conveniência....
Vou ver se desperdiço o meu tempo nesse laboratório.
¬ the new face of zero and one ¬ NEW PORNOGRAPHERS
Alguns filmes pipoca para ver no cinema, alguns trabalhos da faculdade para fazer e uma desnecessária necessidade de dormir me faz abandonar o restante.
Eu me sinto muito mal quando durmo à tarde e deixo de fazer as coisas que eu deveria estar fazendo.
E não adianta aquela estórinha de:
"não durma à tarde que de noite você vai ter sono"
Mentira! Se eu não durmo à tarde também não durmo bem à noite e fico igual um zumbi no dia seguinte me rastejando!
olheiras terríveis!
c'est la vie!
¬ what ¬ BRENDAN BENSON
Quarta-feira, Abril 21, 2004
¬ another day
O que um corte de cabelo, um monte de listinhas das coisas que eu quero comprar e não posso (e que meu querido namorado terá de me dar), pode fazer de bom na vida de uma pessoa inconstante como eu?
Muito melhor hoje o dia com chuvinha gostosa!
¬ another day ¬ AIR